sexta-feira, 20 de março de 2009

Podcast em Educação: Um contributo para o Estado da Arte - Resumo

O Podcast surge como uma nova tecnologia que pode revelar-se bastante interessante quando aplicada ao serviço do processo de ensino e aprendizagem quer no ensino à distância quer no ensino presencial, na medida em que permite a disponibilização de materiais didácticos como aulas, documentários e entrevistas em formato áudio que podem ser ouvidos a qualquer hora e em qualquer espaço geográfico, e se for descarregada para um dispositivo móvel a mobilidade ainda será maior.
É no entanto uma tecnologia que no campo educativo ainda pouco explorada, mas pelas suas características parece ter no futuro um grande potencial de utilização e rentabilização.O podcast, tal como o blog, wikipédia, hi5, del.icio.us, surgem num novo paradigma de internet, ao qual Tim o’Reilly designou de Web 2.0, onde a web2.0 é a mudança para uma internet como plataforma.
A palavra Podcast deriva da combinação do equipamento Ipod com o método de transmissão broadcast, e o conceito de podcast tem associados uma série de termos específicos como podcast que se refere a uma página, site ou local onde os ficheiros de áudio se encontram guardados, podcasting sendo o acto de gravar ou divulgar os ficheiros na Web e Podcaster o autor que grava os ficheiros áudio.
A utilização do podcast pode ser realizada em interacção directa através da Internet, onde o utilizador acede aos ficheiros de áudio e escuta via computador, ou fazendo a transferência do ficheiro para um equipamento móvel de áudio como ipod, mp3, ou mesmo certos telemóveis podendo assim executar os ficheiros quantas vezes e onde pretender sem ser necessária uma ligação à internet.
O Podcast pode trazer bastantes vantagens na sua utilização em educação, desde logo por ser algo novo desperta interesse e motivação. Podendo ser os ficheiros de áudio executados as vezes que se pretender, pode ser um factor importante para diminuir distâncias cgnitivas entre os alunos, uma vez que os alunos que tiverem mais dificuldade poderão aceder as vezes que acharem necessário até dominarem melhor o conteúdo em causa. Outra vantagem é a possibilidade de utilização tanto na escola como fora dela.
Sendo os alunos os podcasters, estes tendo a preocupação de fazer um bom trabalho, farão um maior esforço para tal, resultando uma maior aprendizagem e espírito colaborativo entre os elementos do grupo.
Subscrevendo o serviço RSS ("Really Simple Syndication"), podemos ser notificados via e-mail sempre a página do nosso podcast for actualizada, ficando assim sempre a par das últimas novidades colocadas.

Estamos então perante uma ferramenta fácil de utilizar, económica e que pode trazer bastantes benefícios para a educação pela motivação e interesse que pode despertar, bem como a flexibilidade e potencialidade de aplicação da mesma. Se reparar-mos bem nos nossos alunos a presença de ipods, mp3, é uma constante entre eles. Porque não ir de encontro a este facto, aproveitar esta “onda” retirando benefícios para aquilo que realmente importa, ou seja a aprendizagem.
Do Original: artigo de João Batista Bottentuit Junior, Clara Pereira CoutinhoInstituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho – UMINHO – Braga – Portugal - ver artigo)

Capitulo 5 - Folhas de cálculo enquanto Ferramentas Cognitivas - Resumo

As folhas de cálculo já não são novidade entre nós, e que jeito nos dá para a elaboração de grelhas de correcção de fichas de avaliação, registo de dados entre muitas outras aplicações. Inicialmente concebidas para substituição dos livros contabilísticos, dando uma automatização a todo o processo de cálculo, a realidade é que pelas suas características e funcionalidades se tornam hoje uma ferramenta bastante útil e utilizada.No entanto, apesar de serem bastante utilizadas na escola, as folhas de cálculo ainda não são potenciadas no processo de ensino/aprendizagem como a excelente ferramenta cognitiva que é, na medida em amplifica e reorganiza o funcionamento mental de quem a usa. Na elaboração de uma folha de cálculo está subjacente o processo de identificar e elaborar relações implicando uma reflexão e raciocínio mais profundos, reorganizando o pensamento mental.Como ferramentas cognitivas, as folhas de cálculo podem ser usadas de, pelo menos, três formas: Ferramentas informáticas de raciocínio para análise de dados, compreensão matemática e ferramentas de modulação.As folhas de cálculo pelo auxílio que prestam em termos do cálculo, reduzem o esforço cognitivo no cálculo em si e podem empenhar-se mais na compreensão das relações calculadas e representadas graficamente. Podemos assim explorar quer a vertente do cálculo como a do raciocínio lógico. Podemos tomar como exemplo alunos de cursos ligados á electrotecnia ou electrónica, que elaboram um folha de cálculo relacionando as grandezas eléctricas do circuito, podendo servir de base a dimensionamentos futuros de quadros eléctricos. Assim temos os alunos a trabalhar sobre as relações entre as diversas variáveis e análise de resultados, com base em raciocínios, interpretações e conclusões.A matemática é sempre um problema, sendo vista como algo de difícil compreensão. Uma das causas na minha opinião é a separação que existe entre a manipulação dos números e cálculos numéricos e o concreto ou o objectivo que o faz manipular esses mesmos números e cálculos. Tenho como experiência pessoal na formação de adultos, que quando associavam as folhas de cálculo à matemática mostravam-se assustados em relação à aprendizagem que iriam realizar. No entanto, trabalhando as folhas de cálculo com exemplos práticos das suas vidas quotidianas ou que se sentiam familiarizados, quebrou-se um pouco a barreira que os separava da matemática e começaram a ver a matemática na sua aplicabilidade e através das folhas de cálculo assimilaram conceitos facilmente que à partida pareciam complicados como médias, contabilidades, cálculo estatístico entre outros.Neste conceito de dirigir a aprendizagem do concreto para o abstracto, os formandos ou alunos assimilam melhor os conteúdos, nomeadamente os matemáticos e interligam com os já adquiridos.A utilização de folhas de cálculo para simulações de fenómenos ou modelação de sistemas, é um excelente meio directo de observação, análise e conclusão de como por exemplo a variação de determinados parâmetros tem influência nos resultados ou variáveis dependentes desses parâmetros. Tomando o exemplo dos alunos das áreas eléctricas, os alunos podem após a elaboração de um modelo matemático de um circuito eléctrico, podem tecer várias experiências de modo a por exemplo determinar os componentes que melhor resultado apresentam ao analisar os valores quer numéricos quer gráficos obtidos. Para complementar estas simulações, podem observar os mesmo resultados em modelo real.No livro Computadores, Ferramentas Cognitivas de David H. Jonassen, é apresentado uma sequência para a utilização de folhas de cálculo na sala de aula, que é a seguinte:
1. Fornecer uma folha de cálculo modelo;2. Elaboração de plano pelos alunos;3. Adaptação de folhas existentes ou elaboração de uma nova folha;4. Preenchimento da folha tendo por base o problema em questão;5. Extrapolação a partir da folha elaborada;6. Reflexão sobre a actividade realizada;Avaliar as folhas de cálculo realizados por alunos, depende obviamente de inúmeros factores, contudo, critérios como precisão das variáveis ou fórmulas em experiências ou simulações, gráficos e diagramas, organização dos dados, flexibilidade no controlo de variáveis, podem ser levados em conta.
As folhas de cálculo, apesar de serem basicamente utilizadas como ferramentas produtivas, funcionam muito bem como ferramentas cognitivas sendo que, necessitam de entrega por parte do professor na sua concepção e romper com alguma estagnação em que lguns dos métodos de ensino se encontram.
Do Original: Capítulo 5 do livro Computadores, Ferramentas Cognitivas Desenvolver o pensamento crítico nas escolas de David H. Jonassen.

Ferramentas Cognitivas - Resumo do Capítulo 1

As tecnologias chegaram definitivamente às escolas, e são hoje parte integrante no processo de ensino/aprendizagem. No entanto, não podemos considerar que estas ferramentas ou aplicações estão ser utilizadas como ferramentas cognitivas.
Utilizar as aplicações informáticas como ferramentas cognitivas, implica que o aluno através delas se envolva cognitivamente com as tarefas propostas desenvolvendo pensamento significativo, a representar o seu conhecimento e construir e relacionar um novo conhecimento.
Podem existir diferentes abordagens entre a utilização do computador e a aprendizagem:
· Aprender a partir do computadorNa aprendizagem a partir do computador, destaca-se por exemplo o ensino assistido por computador (EAC), onde a base da aprendizagem consistia em exercícios de repetição e treino ou em tutoriais nas suas sequências dos ciclos de apresentação-resposta-feedback e tutoriais inteligentes com a introdução de um modelo referência onde a prestação do aluno é a ele comparado.
· Aprender sobre computadoresNesta abordagem, dá-se um importância à literacia informática ou seja, o aluno saber mais sobre os computadores, no entanto, aprender mais sobre computadores não implica que os alunos aprendessem mais e melhor no que diz respeito à sua utilização.
· Aprender com computadores
Esta abordagem apresenta uma perspectiva construtivista, onde as tecnologias apoiam a construção de conhecimento significativo por parte dos alunos, tornando-se fundamentalmente um parceiro intelectual na aprendizagem pela reflexão e pensamento crítico.
A utilização de ferramentas cognitivas estão muito ligadas à teoria de aprendizagem do construtivismo, onde os alunos constroem activamente o seu próprio conhecimento, e não reproduzirem interpretações de outros. A importância do pensamento reflexivo por parte dos alunos permite a construção de novo conhecimento assente na aquisição e reorganização mental.
Existem um número de razões práticas que justificam a utilização das tecnologias como ferramentas cognitivas. O software educativo existente, é na sua maioria do tipo treino e repetição, logo é de todo vantajoso explorar as aplicações informáticas existentes como ferramentas cognitivas, ainda mais com o decréscimo que se verifica em termos de hardware e software e a facilidade de as encontrarmos em qualquer escola.
O livro “Computadores, Ferramentas Cognitivas” de Jonassen, é uma preciosa fonte de informação para nós no sentido de potenciarmos as mais diversas aplicações informáticas em ferramentas cognitivas.
Do original: Capítulo 1 do livro Computadores, Ferramentas Cognitivas Desenvolver o pensamento crítico nas escolas de David H. Jonassen.

Indicadores de Qualidade de Sites Educativos - Resumo

Neste artigo podemos aprender sobre as quatro fases de evolução na construção de sites, que passa não só pela modernização dos layouts das páginas como a nível da estruturação da informação e utilização de ferramentas de comunicação e de edição colaborativa online.

Numa primeira fase os sites integravam informação corrida, em que o texto ocupava em média 90% do ecrã. Numa fase seguinte surge uma fase designada por “multimédia no seu pior” Esta fase caracteriza-se por um exagero na utilização de aplicações multimédia, da cor e música, que impedia a concentração do leitor no essencial. A consulta destes sites por tempo prolongado tornava-se cansativa. Começa-se a valorizar a comunicação, disponibilizando no site o contacto do autor.

Depois desta segunda fase verifica-se uma fase em que se valoriza a sobriedade, design nos sites e interactividade. De uma forma geral cumpre-se as orientações “HOME RUN”, dadas por Nielsen, em que o autor O autor sugere que se avalie se os recursos decorativos são adequados e que devem ser eliminados todos aqueles que não afectem o funcionamento e compreensão do site, deve ser eliminado
O utilizador é convidado a interagir, passando a ter um papel mais activo. Nos sites escolares começam a surgir espaços para os trabalhos dos alunos.

A última fase assinalada neste artigo refere-se à da edição colaborativa on-line, que é caracterizada pelo aparecimento de informação organizada para os diferentes tipos de audiência. Reconhece-se que públicos específicos têm exigências e necessidades diferenciadas. Os sites educativos passam a integrar informação específica para os diferentes agentes educativos: professores, alunos e encarregados de educação.

As pessoas, incluindo professores e alunos, encontram-se no chat, com áudio ou vídeo, no correio electrónico e no fórum. A comunicação intensifica-se. Verifica-se o aparecimento de ficheiros vídeo e áudio para o utilizador descarregar para o seu MP3. A comunicação intensifica-se com chats, correio electrónico, audioconferência e videoconferência. A edição on-line simplifica-se com os weblog e as ferramentas wiki, que por estarem sempre disponíveis na Web podendo ser alteradas a qualquer hora e lugar, possibilitam a aprendizagem ubíqua.

Hoje em dia um site é constituído por “um conjunto de páginas ligadas entre si, estabelecendo hiperligações a outros sites. A página de entrada (Home) deve disponibilizar o título do site, a sua finalidade, o público-alvo, a pessoa ou entidade responsável por ele, os contactos, as datas de criação e de actualização. É conveniente que tenha os requisitos de optimização do site (versão e nome do browser e resolução do ecrã) e que na barra superior do browser surja o nome do site…. Em rodapé, devem surgir os direitos de autor, a data de actualização e o URL. Se o site for grande deve ter motor de pesquisa interno.” (Carvalho 2006).

Carvalho (2006), considera cinco componentes principais de um site educativo: a informação, as actividades, a comunicação, a edição colaborativa online e a partilha, componentes que estão relacionados entre si contribuindo para dinâmicas interactivas, auto-suficientes e de responsabilização na aprendizagem e na produção de trabalhos.

Os indicadores de qualidade estão directamente relacionados com os componentes de um site educativo e com as tecnologias actuais. A qualidade de sites é aferida por diversas dimensões e indicadores consoante os autores e organizações que as propõem.

Segundo Carvalho et al (2003), a qualidade de um site educativo relaciona-se com a facilidade da sua utilização, à qualidade da informação e à sua fiabilidade. Vários autores debruçaram-se sobre a qualidade da informação, apresentando indicadores de qualidade tais como a autoridade, rigor da informação, objectividade, data, cobertura temática, design, legibilidade, etc.

Os indicadores de qualidade de sites educativos baseiam-se na norma ISO/IEC 9126-1 (2001). Carvalho (2006) propõe nove dimensões que integram a qualidade de um site educativo, são eles a identidade (nome do site e a sua finalidade); a usabilidade (facilidade de usar e de aprender a usar); a rapidez de acesso (hiperligações estarem activas, etc.); os níveis de interactividade (envolvência do utilizador e motivação para explorar o site); a informação (deve ser credível e actual, devendo estar de acordo com as orientações curriculares); as actividades (WebQuests, jogos, Caça ao Tesouro, devem motivar a consulta de informação e reflexão); a edição colaborativa online (blogs e wiki, promovem trabalho em grupo); o espaço de partilha (para disponibilização dos trabalhos realizados pelos alunos ou pelos professores); e a comunicação (contacto do responsável pelo site, para esclarecimento de dúvidas, fóruns de discussão, chat).

Saber identificar os indicadores de qualidade de um site educativo é algo de imprescindível no século XXI, dada a crescente importância da Web como recurso informativo.


Do original: Carvalho, Ana Amélia A. (2006). Indicadores de Qualidade de Sites Educativos. Cadernos SACAUSEF – Sistema de Avaliação, Certificação e Apoio à Utilização de Software para a Educação e a Formação, Número 2, Ministério da Educação, 55-78.

Rentabilizar a Internet no Ensino Básico e Secundário: dos Recursos e Ferramentas Online aos LMS de Ana Amélia Amorim Carvalho - Resumo

Com o emergir da economia do conhecimento em rede, nasce a necessidade do conectivismo, que Carvalho (2007) refere como sendo o “estar do sujeito na rede” e Siemens, como sendo a teoria da aprendizagem da era digital. Siemens apresenta sete princípios do conectivismo. Segundo este autor “a aprendizagem e o conhecimento baseiam-se na diversidade de opiniões e a capacidade para conhecer mais é mais crítica do que o que é conhecido”. Refere ainda que “criar e manter conexões é necessário para facilitar uma aprendizagem contínua e a capacidade para identificar conexões entre áreas, ideias e conceitos é crucial. A actualização é a intenção de todas as actividades de aprendizagem conectivistas e a tomada de decisão é em si um processo de aprendizagem: escolher o que aprender e prever as consequências da nova informação no real que vai ser alterado”.Para servir esta economia do conhecimento em rede surge a Web 2.0 (O’ Reilly, 2005). Na Web 2.0 tudo está acessível, as pessoas deixam de precisar de ter o software no seu computador porque ele está disponível online, facilitando a edição e publicação imediatas. Com esta nova ferramenta a selecção da informação, a avaliação da sua qualidade, a sua interpretação e posterior aplicação passam a ser aspectos mais importantes do que o acesso. Com instrumentos como o blog, o podcast, o wiki e a Wikipédia todos podemos produzir informação e publica-la sem necessidade de grandes conhecimentos informáticos. Esta facilidade de publicação permite o trabalho colaborativo e a partilha de informação. O trabalho colaborativo refere-se à realização de tarefas em conjunto e não à divisão de tarefas pelos membros do grupo (trabalho cooperativo).No entanto permitir aos alunos uma navegação livre na Web não é um bom método, pelo que se deve recorrer a ferramentas como a WebQuest e a Caça ao Tesouro para orientar a pesquisa de informação. È igualmente importante ensiná-los a avaliar a qualidade da informação encontrada e sensibilizá-los para combater o plágio, colocando sempre o nome do autor da informação que copiam.
LMSAs LMS são plataformas de apoio à aprendizagem, como é o exemplo a plataforma Moodle. Surgiram para dar apoio ao ensino à distância mas neste momento são utilizadas também no ensino presencial como repositório de informação e local de construção de conhecimento. Com estas plataformas o aluno pode aceder à informação quando e o número de vezes que o desejar. Elas facilitam a disponibilização de recursos em texto, vídeo e áudio, apontadores para sites, avisos aos alunos. Possibilitam a interacção entre professor e alunos através de ferramentas de comunicação, assegurando a sua privacidade, uma vez que os outros cibernautas não têm acesso.Apesar destas vantagens nem todos os professores estão dispostos a mudar a sua forma de agir profissional, aderindo a estas novas tecnologias. O estado está a fazer um esforço no sentido de motivar ao seu uso nomeadamente dando formação sobre o uso das plataformas. É urgente adaptarmo-nos aos nossos alunos, que são alunos da era digital.



Resumo do Texto: Os LMS no Apoio ao Ensino Presencial: dos Conteúdos às Interacções

O LMS ajuda a actividade docente do novo professor, que deixa de ser um transmissor de conhecimentos para ser um facilitador de aprendizagens, um orientador que apoia o processo de auto-aprendizagem dos novos alunos. Esta ferramenta permite-lhe apoiar os alunos, ajudá-los a reflectir e a debater as temáticas abordadas, gozando de alguma privacidade.O novo mercado de trabalho precisa de auto-didactas que saibam a qualquer momento pesquisar a informação necessária, avalia-la, interpretá-la e adaptá-la a uma determinada realidade. Precisa de pessoas que saibam partilhar e trabalhar colaborativamente. O bom uso de LMS pode educar os nossos alunos a tornarem-se neste tipo de trabalhadores e cidadãos.É natural que numa primeira fase o professor use o LMS como repositório de informação colocando testes, notas, documentos para consulta, aulas, vídeos sobre aulas, avisos links para sites de interesse etc. Mas cingir a LMS a estas funções é limitar muito as suas potencialidades. O debate, o esclarecimento de dúvidas, os fóruns, o chat, as reflexões, etc são de grande importância e promovem o trabalho colaborativo e a sociabilidade, dimensões muito valorizadas nos dias de hoje. O que se tem constatado é que alunos que participam pouco ou que sejam tímidos nas sessões presenciais muitas vezes tornam-se activos e participativos online (Bonk et al., 2004).O professor pode ter acesso ao desenvolvimento do trabalho do aluno e ao interesse que este demonstra uma vez que pode ficar registado tudo a que o aluno acede, o que fez na plataforma, quando acede e quanto tempo gasta.Esta ferramenta permite que cada um aprenda ao seu ritmo, consoante a sua disponibilidade, contando sempre com o apoio do professor.
Do original: Carvalho, A.A. (2008). Os LMS no Apoio ao Ensino Presencial: dos conteúdos às interacções. Revista Portuguesa de Pedagogia, Ano 42-2, 101-122.

quinta-feira, 5 de março de 2009

ENCONTRO SOBRE PODCASTS, 8 e 9 Julho 2009

Braga, Universidade do Minho

O Encontro sobre Podcasts pretende ser um espaço de formação, de partilha e de discussão para todos os que já utilizam podcasts no ensino e para os que pretendam vir a adoptar e explorar esta ferramenta.
A submissão de comunicações ou posters, texto integral, deve ser feita até 17 de Abril de 2009.
Para mais informação: http://www.iep.uminho.pt/encontro.podcast/

quarta-feira, 4 de março de 2009

Diferença entre WebQuest e Caça ao Tesouro

O Plano Tecnológico da Educação (PTE) é o programa do XVII Governo Constitucional que tem como meta a modernização tecnológica das escolas com 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e com ensino secundário, promovendo a integração e a utilização generalizada das TIC nos processos de ensino e de aprendizagem e na gestão escolar.

Com o progresso no domínio das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e o recurso à Internet na escola e em casa, desenvolvem-se novos ambientes de aprendizagem. Novas ferramentas e instrumentos surgem perspectivando-se a realização de projectos educativos em que as TIC constituem a ferramenta imprescindível para se atingir as competências mínimas no Ensino Básico e Secundário.
No essencial, o recurso às novas tecnologias facilita a aprendizagem promovendo a motivação e estimulando a autonomia dos alunos.

Como exemplo prático do recurso às TIC, podemos enumerar duas actividades, são elas a WebQuest e a Caça ao Tesouro. São conceitos que por vezes se confundem, na medida em que, ambas são actividades que pretendem desenvolver formas de pesquisa orientada, contudo estas são distintas.
As diferenças verificadas entre ambas as actividades prendem-se com a estrutura e complexidade das mesmas.
No que concerne à WebQuest a estrutura apresentada contempla seis componentes essenciais:
- Introdução;
- Tarefa;
- Processo;
- Recursos;
- Avaliação;
- Conclusão;


Relativamente à tarefa solicitada, numa WebQuest deve ser uma questão de resposta aberta, o que torna mais complexo o desenvolvimento da mesma. No tocante à Caça ao Tesouro, a tarefa, na sua essência, é responder a um conjunto de questões parcelares, que culminam numa questão global, que por sua vez vem consolidar as competências entretanto apreendidas. São actividades mais simples que tiram partido dos recursos existentes na Web, através da apresentação / fornecimento de apontadores para sites que permitem obter a informação necessária à correcta resposta das diversas questões.
Com o desenvolvimento destas actividades, valoriza-se a participação e a interacção dos alunos e professores. Todo o processo é encarado como um construtor social e, por isso, ambientes que proporcionam interacção, colaboração e avaliação serão favoráveis ao processo educativo.
É possível constatar que com os avanços das TIC emergiram novos ambientes de ensino-aprendizagem colaborativos e consequentemente, novas comunidades de aprendizagem, projectados para permitir o uso de novas metodologias educacionais no processo de desenvolvimento cognitivo e social dos indivíduos, com vista à construção colectiva de conhecimentos, a partir do tratamento das informações compartilhadas, processadas e distribuídas em tempo real ou não, dinamizando as práticas pedagógicas.
Fontes:
Carvalho, Ana Amélia Amorim (2007). A WebQuest: evolução e reflexo na formação e na investigação em Portugal. In F. Costa. H. Peralta & S. Viseu (orgs), AS Tic na Educação em Portugal: Concepções e Práticas.. Porto: Porto Editora, pp 299 - 327

terça-feira, 3 de março de 2009

Caça ao tesouro - Desenvolvido para o Módulo de Tecnologias Educativas

Caça ao Tesouro: “ Os Impostos”

Introdução:

Imposto é uma quantia paga obrigatoriamente por pessoas ou organizações para um governo, a partir de uma base de cálculo e de um fato gerador. É uma forma de tributo. Tem como principal finalidade, custear o Estado para que em contrapartida, haja por parte do Estado, obrigação de prestar esse ou aquele serviço, ou realizar determinada obra relativa ao contribuinte. O campo da Economia que lida com a tributação é o de finanças públicas.


Os impostos podem ser pagos em moeda (dinheiro) ou em mercadorias (embora o pagamento em mercadorias nem sempre seja permitido ou classificado como imposto em todos os sistemas tributários. Em Portugal, para toda forma de tributo, apenas é aceite em forma de moeda.). Os meios de taxação, e os usos dos fundos levantados através de taxação, são um assunto de discussões calorosas em Política e em Economia, de forma a que as discussões sobre impostos são frequentemente tendenciosas.


Em teoria, os recursos arrecadados pelos governos deveriam ser revertidos para o bem comum, para investimentos e custeio de bens públicos (de serviços públicos como saúde, segurança e educação a investimentos em infra-estruturas - estradas, portos, aeroportos, etc. - e sua manutenção). Na prática, porém, impostos não possuem vinculação com o destino das verbas, ao contrário de taxas e contribuições de melhorias. Embora a lei obrigue os governos a destinarem parcelas mínimas da arrecadação a determinados serviços públicos - em especial à educação e à saúde -, o pagamento de impostos não confere ao contribuinte qualquer garantia de contraprestação de serviços.

Questões:
1) Refere quais os principais princípios da tributação
2) Refere a diferença entre taxas e impostos
3) Faça a distinção entre fraude e evasão fiscal


Recursos:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Imposto
http://pt.wikipedia.org/wiki/Elis%C3%A3o_e_evas%C3%A3o_fiscal
http://www.google.pt/accounts/ClearSIDcontinue=http://www.google.com/accounts/Logout%3Fcontinue%3Dhttp://www.google.pt/

Questão principal:


“Nos últimos anos o tema da evasão fiscal em Portugal tem sido frequentemente apresentado como um problema sério a resolver, não só em termos de equidade, mas também pelos efeitos negativos que tem sobre o Orçamento do Estado.”
In Diário de Noticias


Com base no texto apresentado, comente a seguinte afirmação.

WebQuest desenvolvida em Tecnologias Educativas: "Aprendendo o IRS"

hugo - webquest

Espero que tenhas ficado interessado em te tornares um info-incluido e que por outro lado queiras aprender a cumprir uma das obrigações mais importantes como cidadão....O pagamento de impostos. Segue o seguinte Link para que aprendas de forma autonoma. WebQuest.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Diferença entre Internet e World Wide Web

Internet

A Internet é uma rede mundial de computadores ligados entre si através de linhas telefónicas comuns, linhas de comunicação privadas, satélites e outros serviço de telecomunicação, que surgiu em 1969 nos Estados Unidos da América.
Durante a segunda guerra mundial, Vannevar Bush – antes mesmo de ter tido a ideia do hipertexto, que levou mais tarde Berners-Lee a criar a WWW – propôs a Roosevelt, o presidente dos EUA nessa altura, a criação de um organismo que pusesse a trabalhar em conjunto o governo, os militares, os cientistas e os homens da indústria.
Estava-se no tempo da Guerra Fria e pretendia-se desenvolver uma rede de comunicações que interligasse os supercomputadores da defesa americana e de algumas grandes universidades de forma que, no caso de haver um ataque nuclear, as comunicações não fossem interrompidas.
Entre os organismos esteve a DARPA (Defence Advanced Research Projects Agency) que é unanimemente considerado o berço da Internet, que em 1972 apresentou a ARPANET . Esta rede funcionava tendo como base um protocolo e comunicações que garantia, tal como planeado incialmente, que a informação chegaria sempre com segurança ao destino, uma vez que a rede tinha a capacidade de funcionar alternativamente por diferentes canais de comunicação. As ligações existiam entre todas as bases de defesa e, em caso de destruição de uma delas, a comunicação, estabelecer-se-ia, automaticamente, através de uma das outras bases.
No início dos anos 80, a ARPANET adoptou um conjunto de protocolos – TPC/IP – que permitiu a universidades, centros de investigação (NSFnet) e outros departamentos militares (MILnet) e governamentais americanos criarem as suas próprias redes e ligarem-se também à ARPANET. Nasce assim a Internet: a rede das redes.
No início dos anos 90, a Internet começa a ser explorada comercialmente, o que potenciou o seu grande crescimento, permitindo que, qualquer pessoa possa aceder ao sistema de uma forma económica.

Os computadores comunicam entre si utilizando uma linguagem comum – protocolo – permitindo integrar redes locais de empresas, museus, hospitais, escolas, instituições governamentais e outras entidades, numa enorme rede de comunicações.
A família de protocolos utilizada na Internet denomina-se TPC/IP (transmission Control Protocol/Internete Protocol) e foi criada pelos cientistas Vint Cerf e Bob Kahn com o objectivo de permitir que qualquer tipo de computador se ligasse à rede. Esta família é composta por diversos protocolos, incluindo os que lhe dão o nome, o TCP e o IP:
TPC - (transmission Control Protocol) – Define o conjunto de regras para estabelecer a ligação e a comunicação;
IP – (Internet Protocol) – Define a forma como um determinado computador é reconhecido na Internet – endereço IP. O endereço IP é constituído por um conjunto de quatro números de 0 a 255, separados por um ponto e tem a seguinte estrutura: ***.***.**.*** (Ex. 175.121.12.1.);
DNS – (Domain Name System ) - a cada endereço IP está associado um nome, mais fácil de ser memorizado pelo utilizador. Exemplo: http://www.portoeditora.pt/ corresponde ao endereço IP 192.168.1.32.
Os nomes são constituídos por duas partes. Uma que identifica o computador e outra que identifica a sua localização. (neste caso, portoeditora.pt). Esta segunda parte do nome é atribuída segundo a algumas regras definidas pelo DNS e deve respeitar a seguinte estrutura: nome.subdominio.dominio.
SMTP – (Simple Mail Transport Protocol) – Protocolo que possibilita a comunicação entre computadores por correio electrónico (E-mail ou Electronic Mail).
FTP - (File Transfer Protocol) – Protocolo que possibilita a transferência de ficheiros através da Internet . O utilizador pode assim efectuar a cópia, para o seu computador, de documentos, programas informáticos, imagens, etc.
Telnet - protocolo utilizado na ligação de computadores remotos para a execução de programas. Para o utilizador é como se estivesse a “trabalhar” directamente no computador que está a ser acedido. Para que a ligação possa ser estabelecida, é necessário fornecer o nome ou o endereço IP do computador a que se pretende aceder e, claro está, ter as devidas permissões para o fazer. Ex: do computador de casa aceder ao nosso computador da escola, onde trabalhamos.

É esta grandiosa rede que nos permite comunicar através de mensagens electrónicas e aceder a uma quantidade enorme de informações e serviços, uma poderosa fonte de informação para estudantes, investigadores, empresários, etc.

As redes da Internet podem ser classificadas segundo o seu alcance, já que podemos ter redes a nível de uma sala, de um conjunto de salas, de um edifício, um conjunto de edifícios, uma região da envergadura de uma cidade ou muito para além disto.
Acontece também que essas redes podem ligar-se entre si, independentemente do seu tamanho e até localização. Nessa altura, ao conjunto de duas ou mais redes Interligadas, damos o nome de INTERNET. A Internet assim, com “i” maiúsculo é então a maior dos Internets.

World Wide Web

A World Wide Web, www ou simplesmente WEB, consiste um imenso conjunto de informação que existe em todo o mundo, alojada em centenas de milhares de computadores chamados servidores WEB. Esta informação encontra-se sob a forma de páginas electrónicas com ligações de hipertexto a documentos a que damos o nome de website e que podem pertencer a universidades, organizações governamentais, laboratórios de pesquisa, empresas, pessoas particulares (paginas pessoais, por exemplo) etc.

A Web, é uma maneira de acessar informação por meio da Internet. É um modelo de compartilhamento de informações construído sobre a Internet. A Web usa o protocolo HTTP, que é apenas uma das linguagens utilizadas na Internet, para transmitir informações, e serve-se de browsers, como o Internet Explorer, para acessar documentos chamados páginas (home pages), que estão ligados uns a outros por meio de hyperlinks. Documentos Web também contém gráficos, sons, textos e vídeos.

Qual é a diferença entre Web e Internet?

Esta é uma questão vulgarmente posta, já que, de facto, o serviço mais usado na Internet é a World Wide Web. Tão usado, que muitas pessoas confundem os dois termos, julgando que a WWW (Worl Wide Web) é o único serviço existente na Internet. Mas a World Wide Web, vulgarmente designada pela sigla WWW ou apenas Web, é uma criação do britânico Tim Berners-Lee, e posterior ao nascimento daquela.
A Internet é a rede que liga os milhões de computadores que a constituem, enquanto que a WWW é um serviço que funciona com base num protocolo – conjunto de regras acordadas entre o emissor e os seus receptores – e quem trata do transporte deste tipo de conteúdos é a http (HyperText Tranfer Protocol), pelo que todos os endereços de websites iniciados por http:// levam a páginas escritas em HTML (HyperText Markup Language), a linguagem própria para a criação de documentos com hipertexto.
O hipertexto que serve de base à WWW pode definir-se como uma tecnologia que permite a criação de documentos onde existem porções de texto ou imagem, com ligações a outros documentos.
A Web é apenas uma das maneiras pelas quais a informação pode ser disseminada pela Internet. A Internet, não a Web, é utilizada ainda para e-mail, Newsgroups, Instant Messaging e FTP. Portanto a Web é apenas uma parte da Internet, embora uma grande parte, mas os dois termos não são sinônimos e não devem ser confundidos.
Bibliografia:
Fernandes, Maria Clara e Barbot, Maria João (2005), Planeta das TIC, Porto Editora.
http://pt.wikipedia.org/ em Fevereiro de 2009

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009


No passado dia 28 de Janeiro a Turma EFA 1 A Básico apresentou à restante comunidade escolar o trabalho realizado, no ambito do Tema de Vida, nas diferentes áreas formativas



domingo, 8 de fevereiro de 2009

Calendário Fiscal - Fevereiro de 2009

Dia 1 - IRS
Data de início de entrega da Declaração Modelo 3 em suporte de papel, relativamente aos rendimentos auferidos em 2008, pelos sujeitos passivos que tenham exclusivamente auferido rendimentos das Categorias A (trabalho dependente) e H (pensões). Se tiverem auferido rendimentos destas categorias provenientes do estrangeiro, terão de preencher o anexo J; se tiverem Benefícios Fiscais terão de preencher, em conjunto com a declaração , o anexo A.

Dia 10 - IVA
Regime normal mensal - Fim do prazo de entrega das declarações relativas às operações efectuadas no mês de Dezembro do ano anterior no exercício da sua actividade, no valor estabelecido na alinea a) do nº1 do artº40 do CIVA, no ano civil anterior.

Modelo 11 - Fim do prazo da entrega da declaração modelo 11 pelos Notários, Conservadores, Secretários Judiciais, e Secretários de Justiça das relações dos actos praticados, no mês anterior.

Dia 16 - IVA
Regime normal trimestral - Fim do prazo de entrega das declarações relativas às operações efectuadas no 4º trimestre de 2008, pelos sujeitos passivos abrangidos pela periodicidade trimestral do regime normal.

Dia 20 - IRS / IRC e Imposto do Selo
Fim do prazo de entrega da Declaração de Retenções na Fonte IRS/IRC e Imposto do Selo com as retenções efectuadas no mês anterior.
Data limite do pagamento das retenções efectuadas no mês anterior, declaradas na Declaração de Retenções na Fonte de IRS/IRC e Imposto do Selo.

Dia 28 - Modelo 10
Fim do prazo da da entrega da declaração referente aos rendimentos e respectivas retenções, relativos ao ano anterior.
Obrigações Acessórias
Fim do prazo de entrega da declaração modelo 16 - Planos de poupança em acções
IUC - Data limite do pagamento do Imposto Único de Circulação - IUC, relativo a veículos á data do aniversário da matricula que ocorra no presente mês (substitui os anteriores Imposto Municipal sobre Veículos e os impostos de circulação e camionagem). As pessoas singulares poderão solicitar a liquidação em qualquer Serviço de Finanças.